sábado, 14 de março de 2015

Opinião: A Maldição do Tigre

Oi, gente! Tudo certo?

Hoje vou falar da A Maldição do Tigre.



Como já disse anteriormente, eu comprei o Box da série A Maldição do Tigre em Novembro, apesar de ser uma série que há muito tempo eu queria comprar e só estava esperando baixar o preço.
Li em Dezembro e terminei rapidinho. Afinal, são 286 páginas em edição econômica pela Editora Arqueiro. O livro foi escrito por Colleen Houck em 2011. A tradução é da Raquel Zampil.
Um total mergulho na cultura e mitologia indiana que eu nunca tive contato, mas sempre achei fascinante. E fiquei muito curiosa, pois quero pesquisar direito sobre a mitologia deles a questão entre os hindus e os budistas... Eu sei que eu ouvi sobre as duas na escola quando estudei sobre religiões, mas não lembro os preceitos. Só sei que os budistas creem em Buda (dã!) e os hindus na  mitologia. Detalhe para a linda capa com lindos arabescos indianos e os penetrantes olhos azuis do Ren.

P.S.: Cuidado com os Spoilers! Mais uma vez contarei a história e colocarei observações.

Kelsey Hayes é uma garota do Oregon de quase dezoito anos que acabou de ser formar e está em busca de algum emprego temporário para que ajude a pagar sua faculdade comunitária. Ela mora com Sarah e Michael Neilson, seus tutores, e seus filhos Rebecca de 6 anos e Samuel de 4 anos desde o falecimento dos seus pais. Madison Hayes, uma enfermeira de idosos, e Joshua Hayes, um professor de matemática, morreram num acidente de carro quando Kelsey estava no 1° ano do colegial.
Kelsey arruma um emprego no Circo Maurízio, que estava de passagem na cidade, para cuidar de animais e outras tarefas. Lá ela conhece Cathleen e Matt que se tornam seus colegas durante sua estadia no circo. O Sr Davis, o pai de Matt, é o domador dos animais. Ele cuida dos cachorros do circo e de um magnífico tigre de bengala branco de olhos azuis chamado Dhiren. Kelsey se sente atraída pelo tigre e começa a passar muito tempo ao seu lado, cuidando, lendo histórias e poemas, conversando, a ponto de desejar que o animal fosse livre.
Alguns dias depois, um indiano chamado Anik Kadam aparece no circo interessado em comprar o tigre e pede que devido a relação de Kelsey com o tigre, ela o acompanhe para cuidar de Ren durante a viagem até a o Santuário da Vida Selvagem no Parque Nacional Ranthambore, em Mumbai, que é um santuário para tigres. Kelsey que fazia dezoito anos naquele dia, recebe a autorização para viajar dos seus tutores, que só a liberam depois de conhecer o Sr Kadam, e aceita a proposta. Desse modo, ela embarca com Dhiren, o Sr. Kadam e a comissária Nilima no avião de carga “Tigre Voador” rumo a Índia.

Opa! Parou tudo! Desde quando uma pessoa vai até a Índia para cuidar de um tigre? Ainda mais a Kelsey que não era nada, nem veterinária, nem sei lá o que. Se ela pelo menos estivesse cursando veterinária na faculdade, aí teria sentido, caso contrário, não. Não sei como ela não teve semancol, não pensou que a história tava muito mal contada. É doida... rs Mas eu gosto do Sr Kadam! Toda vez que o imagino penso no ator que fez o Capitão Nemo em A Liga Extraordinária.


Chegando em Mumbai, Kelsey segue num caminhão para o Santuário com o motorista e o tigre Ren. Porém ao fazerem uma parada para comer, Kelsey percebe que o motorista sumiu e o tigre está solto. Com medo de fazer alguma coisa que aborreça o tigre, Kelsey segue o animal mata adentro. Eles passam uns dias na mata até que eles chegam num casebre, lá acontece algo extraordinário: o tigre se transforma num homem.
Conta a lenda que o príncipe indiano Alagan Dhiren Rajaram, um homem muito honesto e corajoso além de próximo rei do Reino de Mujulaain, estava prometido em casamento para a filha do rei de um reino vizinho, Yesubai, afim de unirem os reinos e acabarem com as guerras entre eles. Porém enquanto estava fora numa batalha, o irmão mais novo de Dhiren, Sohan Kishan, se apaixonou por Yesubai. Para poder ter a mulher amada, Kishan faz um pacto com Lokesh, um homem poderoso, no qual, Dhiren seria aprisionado. Dhiren foi preso, arrastado pelas ruas por um camelo e desmembrado. Acontece que a história é verdadeira, mas o final não foi o mesmo. Dhiren foi transformado num tigre e agora precisa da ajuda de Kelsey para se livrar da maldição.

Eu falo que tem coisa que só acontece em livro mesmo. Rs Capaz que eu ia me embrenhar na mata atrás do tigre. Eu ia deixar ele ir sozinho e arrumava um telefone pra ligar pro Sr Kadam e falar: “Ô, o tigre fugiu e eu não tive culpa!” :X E outra! Eu não ia ficar sozinha com um tigre e um motorista que não fala a minha língua! Eu falaria pro Sr Kadam: “Ou o senhor vem comigo ou eu não vou não!” rs


Na cabana eles encontram Phet, um ermitão e uma espécie de sacerdote da Deusa Durga. Durga, a Invencível, é a mãe de vários deuses indianos e protetora dos tigres. É representada com vários braços com uma arma em cada um e seu tigre, Damon, aos seus pés. Phet lhe conta que Durga ajudará a Dhiren a se tornar humano permanentemente e que Kelsey é a protegida de Durga conforme a descrição dada por ela, uma menina sozinha e de cabelos castanhos, e lhe faz desenhos na mão. Phet diz também que eles devem ir até a Caverna Kanheri junto com o selo do Império Mujulaain e localizar a Profecia de Durga.
Kelsey e Ren tomam um carro e vão até a mansão de Ren que é cuidada pelo Sr Kadam. Transformado em humano novamente, Ren e o Sr Kadam dão algumas explicações para Kelsey.  Ren nasceu em 1657 e depois de transformado em tigre ele acabou sendo capturado e passado de dono em dono até o Circo Maurízio, pois um tigre branco é muito visado e não consegue se camuflar na mata.  Ele só pode permanecer como humano por 24 minutos por dia, apesar de não ter restrição do número de vezes que ele se transforma, o tempo total não pode ultrapassar os 24 minutos. O Sr Kadam, general do reino de Mujulaain, só está vivo até hoje graças ao Amuleto de Damon, um objeto poderoso que o impede de morrer de velhice, mas não de ser ferido. O Sr Kadam tem um pedaço amuleto que era de Ren, mas existem outros pedaços. O Sr Kadam conhece apenas os pedaços de  Kishan e Ren que receberam de seus pais. O Sr Kadam vem cuidando de Ren desde sua transformação, mas nunca conseguia uma forma de livrá-lo do cativeiro, algo sempre impedia. Depois que Kelsey desejou que Ren fosse livre, ele conseguiu, depois de séculos, se transformar em humano e chamar o Sr Kadam para buscá-lo.

Ô, casinha delícia! Kkkk Ai, ai, ai... porque todo cara tem que ser lindo e podre de rico? Ainda mais um príncipe! Eita, sonho de consumo! kkk Uma mansão maravilhosa, com piscina e roupas novas para mim. Eu pediria um tempo pra relaxar antes de mais nada.

No dia seguinte, Kelsey e Ren vão até a Caverna Kanheri que fica ao norte de Mumbai no Parque Nacional de Borivali, também chamado de Sanjay Gandhi. Na caverna eles encontram uma passagem secreta com o Selo Imperial que os leva a um labirinto. Depois de passarem por besouros, lanças venenosas e quase de afogarem, Kelsey e Ren encontram o monólito com a Profecia de Durga. Kelsey tira foto de todos os lados e ambos fogem antes que um ácido os atinja. De volta a mansão, o Sr. Kadam traduz um dos lados do monólito: eles devem ir a Kishkindha, a cidade dos macacos, e encontrar o Fruto dourado que é capaz de acabar com a fome na Índia.
Os três partem rumo a Hampi, onde as ruínas de Kishkindha estão, mas Ren faz uma parada antes de seguirem, pois quer falar com uma pessoa. Ren e Kelsey param numa cachoeira e Ren lhe conta que Kishan, seu irmão, também foi transformado em tigre e que vive nas redondezas. Eles montam acampamento até que um tigre negro de olhos amarelos aparece e luta contra Ren: é Kishan. Ele se transforma em humano e Kelsey lhe conta que estão indo quebrar a maldição, mas ela não consegue convencê-lo a ir junto. Kishan aconselha que Ren cace antes de ir na viagem pois está muito fraco. Enquanto Ren vai caçar, Kishan fica cuidando de Kelsey, mas devido a demora ele vai atrás de Ren ajudá-lo. No dia seguinte, Ren e Kelsey vão embora, mas Kishan os intercepta e dá para Kelsey seu pedaço do Amuleto de Damon para protegê-la. Kelsey fica decepcionada por não conseguir convencer Kishan, mas o Sr Kadam diz que o objetivo não era levar Kishan junto, mas que ele desse seu amuleto para ela. No caminho para Hampi, Kelsey e Ren param no Templo de Durga. Ao fazerem uma oferenda para a deusa, a estátua Durga toma vida. Ela concede uma benção a Kelsey, lhe dá uma gada, Fanidra, uma serpente que se transformou num bracelete e um conselho: se eles se separarem devem confiar no coração e não nos olhos.

Ô, menina burra essa Kelsey! Tá doida?! O cara fala que quer te beijar e você dá um toco no cara falando que isso não é jeito de tomar iniciativa? Faça-me o favor! Kkk Dou total razão a indiferença do Ren depois. Desse jeito deixava mais do que óbvio que ela não ia quere nada com ele.  E temos aqui uma semelhança a la Vampire Diaries! Irmãos amaldiçoados, ambos lindos, um príncipe encantado e outro badboy que ficam afim da mocinha.... hum.... onde já vi isso? Vai dar merda.... Kkkk  Mas finalmente o tão esperado beijo sai quando eles se hospedam no hotel! Eba! Tão bonitinho o Ren pulando no dia seguinte que nem um filhotinho, lambendo a mão dela... Fofo! Não faz mais burrice, não, Kelsey!

Ao chegarem em Hampi, Kelsey e o Sr Kadam procuram entre os pontos turístico históricos uma possível entrada para a Kishkindha. Visto que a Profecia dizia que “as cobras mostrariam o caminho”, Kelsey acredita que a estátua de Ugra Narashimha seja a entrada e decide voltar mais tarde com Ren. Ugra Narashimha foi um ser meio homem e meio leão e que possuía uma serpente com sete cabeças. Ele matou um demônio que não poderia ser morto nem de dia e nem de noite, nem na terra e nem no céu, nem dentro e nem fora, nem por homem nem por animal. Sendo assim, o demônio foi morto no crepúsculo, embaixo de uma porta, no colo de Ugra e com suas garras de leão. Kelsey e Ren tentam fazer oferendas e até reproduzir o ataque conforme a lenda, mas nada adiantou. Apenas Fanidra, de volta a vida, foi capaz de abrir.
Eles passam por uma floresta com árvores cheias de agulhas, por túneis cheios de vozes e imagens que os confundem e por um rio cheio de kappas, macacos aquáticos que sugam o sangue. Ali embaixo Ren consegue se manter na forma humana por mais que 24 minutos. Ao chegarem a Kishkindha, eles chegam a um tanque com quatro pedestais com um tipo de macaco em cada um. Eles escolhem o babuíno, pois Hanuman, o rei dos macacos, se parece com um babuíno. Daí, toda a água do tanque é substituída por uma árvore que vai brotando até aparecer em seu topo um fruto dourado: uma manga. Kelsey sobe para pegar o fruto, mas ao pegá-lo ela vê a imagem do Sr Kadam e de outro homem. Ren e Kelsey saem correndo da cidade, pois todas as estátuas de macacos tomam vida e os perseguem. Quando eles param para descansar, os kappas saem da água e os perseguem. Ren se separa de Kelsey para servir de isca, mas não adianta, um kappa acaba mordendo Kelsey no pescoço. Fanidra acaba por tomar vida de novo e retira todo o veneno de Kelsey.

Ai, essa menina tem problema! Não pode ser! Por que raios vai se separar do Ren? Sei, toda aquela história dele ser preso a ela por ser sua salvadora e a única pessoa moderna que ele conhece, eu entendi. Mas é simples: pensa, absorve, digere e continua. Tivesse em mente isso e se jogasse, aproveitasse o tempo que tivesse com ele. Afinal, primeiro amor é primeiro amor... ele é intenso e mágico e por pior que seja e por pior que termine, ele sempre ficará na memória. Ou melhor ainda! Contasse para o Ren o que estava acontecendo, o que estava sentido e não simplesmente se afastar e maltratá-lo. O Ren é tão doce, tão carinhoso, preocupado, em suma, um verdadeiro príncipe! Não merecia ser tratado da forma que foi.     
Apesar de tudo e das brigas, eu gostei desse estágio da relação deles (não os fatores que culminaram nele). Mostrou os dois como um casal normal, que briga, que tem problemas, que o mocinho também fica bravo e que briga com a mocinha, mas sem deixar de cuidar dela, etc e tal. Mas não aquela versão utópica a la Crepúsculo que o mocinho é tão bom e compreensível que chega a ser um trouxa.

Referente a confusão entre a relação Ren homem X Ren animal, eu até entendo. A Kelsey como uma menina que nunca teve nenhum relacionamento e que se fechou no seu mundinho depois da morte dos pais, é muito mais confortável estar com um tigre, quase um bichinho de estimação, num monólogo do que com um cara do sexo oposto discutindo com você. Ter a presença do homem, do príncipe Dhiren, guerreiro ancestral, líder de um povo... *suspiro* até eu tremo na base! kkk    


Kelsey e Ren voltam a superfície, ele já como tigre, e encontram o Sr Kadam. Apesar de passarem dias embaixo da terra, na superfície só se passou uma noite. Kelsey e o Sr Kadam passam o dia seguinte num hotel, mas quando ela vai jantar Ren está lá. Ele conta que ao recuperarem o fruto, uma parte da maldição acabou: agora ele pode passar até 6 horas como humano.
De volta a mansão Kelsey está confusa com seus sentimentos e quer partir. Antes de ir, Kishan aparece na mansão e a convida para sair para comemorar. Vão apenas o Sr Kadam, Kishan e Kelsey, mas Ren aparece na última hora. Ele diz entender a confusão de Kelsey, mas pede que ela fique. No dia seguinte, enquanto Kelsey toma um carro em direção ao aeroporto, ela ouvi um rugido de lamento ecoar enquanto ela se afasta da mansão.

E para evitar ter que enfrentar seus problemas e seus sentimentos, o que ela faz? Foge! É cabeçuda mesmo... não vai ter que voltar para terminar de livrar os irmãos da maldição? Então, enfrentasse seus problemas, fia! Agisse como mulher, oras! Rs Tudo bem, tudo bem... ela teria que voltar menos para não deixar os tutores preocupados, mas eu deixaria as coisas tudo as claras antes de ir embora pra depois não ficar importunando minha cabeça. Mas aí não teria assuntos inacabados para a continuação, né?

E me diga o porquê, por que sempre tem que dar bola pros dois? Vai querer ser mais uma vagabunda como a Elena do Vampire Diaries, Kelsey? Se toca! São irmãos! Não caia na lábia sedutora, egocêntrica e badboy do Kishan. Seu verdadeiro amor é o Ren que eu sei! Kkk Ele é tão maravilhoso que entendeu a sua estratégia e mesmo assim continuou a ignorar suas patadas e ficou agindo como um gentleman.  rs

 Também gostaria de comentar a parte em que a Kelsey fala sobre os seus livros favoritos. Só literatura inglesa! E eu fique deliciada quando ela comenta seus personagens de livro e eu reconheço 90% deles. Menos um tal de Yuri... mas vou descobrir quem é esse cabra! Rs

Apenas dois detalhes negativos.
Primeiro. Achei as ações muito rápidas: falei, andei, comi. Talvez por estar tão acostumada com livros superdescritivos, eu tenha sentido essa defasagem na Maldição do Tigre, essa falta de descrição das ações: andei vagarosamente, parei devagar, ponderei calmamente, etc. Mas apenas nas ações! As descrições de pessoas e lugares estavam ótimas. Segundo. Os dois irmãos mesclam palavras “indianas” (não me lembro que língua falam na Índia... kkk... *vergonha*) enquanto falam com Kelsey, mas são poucas aquelas que são traduzidas, que os personagens dizem o que significam. Não sei se nesse caso seria um problema da autora ou do tradutor que poderia ter posto umas notas de rodapé (apesar de eu odiá-las!) ou um glossário no final e até um glossário de pronúncia como em Eragon, pois tem palavras que eu não faço a mínima ideia de como se pronunciam.

Enfim, uma delícia de livro e começo de saga! Cativante, romântica, inspiradora e um quê de A Lenda do Tesouro Perdido por abordar profecias, enigmas e passagens secretas por marcos turísticos e históricos.
Olha a ansiedade para o Resgate do Tigre! Kkk

Até mais!

Bites! :F 

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